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14 de julho de 2011

Post pré-Bela.

Santo draft.

Relendo o que escrevi, lembrei-me das sensações. Caramba, como o tempo passa depressa!!

* * * * * * * * * * * * *

Após 6 semanas em repouso, na última terça fui liberada pela médica para retomar minhas atividades.

Engraçado é que, nas atuais circunstâncias, minhas atividades são exatamente as mesmas do repouso… Bem, vamos por partes.

O repouso se deve a minha segunda gestação. É, minha gente, estou na reta final para a chegada da segunda Princesinha!!!

Com data de nascimento prevista para 25 de julho, esta bebezinha resolveu manifestar sua vontade de vir ao mundo praticamente 2 meses antes! As contrações vieram fortes e doloridas, acompanhadas de dilatação, 2 injeções de corticóide, cápsulas diárias de progesterona, muito repouso e um susto enorme.

Fora a sensação de “pode ser a qualquer momento”, o que também me deixou angustiada foi ter que rearranjar minha rotina materna sem aviso prévio. Isso significava que eu não mais poderia ficar com a Pequenina 100% do tempo. De uma hora para outra, eu não podia fazer coisas simples como pegá-la no colo, ou brincar com ela no chão. Confesso que me senti frustrada por diversas vezes, pela impotência frente a situação.

Porém, nunca deixei de crer que nada é por acaso. Acredito que Deus tenha me feito passar por esta situação para mostrar que eu não tenho controle de nada. E, felizmente, acho que consegui enxergar.

Agora, liberada do repouso, não consigo fazer nada muito diferente do que fiz nessas últimas semanas. Nesses 42 dias, a bebezinha cresceu bastante e ganhou peso. Ótimo para ela e um tanto pesado para mim, devido à dificuldade de mobilidade. Sinto muito cansaço ao mínimo esforço. Então, mesmo tendo passe livre, continuo repousando bastante.

Além disso, vejo que esse tempo foi igualmente importante para a Pequenina porque foi um período de adaptação, forçada, é claro, mas sinto que não foi traumática. Dessa forma, Pequenina já foi absorvendo a nova situação e o que está por vir.

Cordão umbilical

Seus filhos não são seus filhos

Eles são filhos e filhas da vida, buscando encontrar-se.

Eles vem através de você, mas não de você

E, embora estejam com você, não lhe pertencem.

Você pode dar-lhes seu amor, mas não seus pensamentos.

Pode abrigar seus corpos, mas não suas almas,

Pois suas almas habitam no amanhã, que você não atinge nem nos seus sonhos.

Você pode tentar ser como eles, mas não procure fazê-los iguais a você

Pois a vida não caminha para trás, nem permanece no ontem.

Você é o arco que lança as flechas vivas que são seus filhos.

O arqueiro vê o alvo no caminho para o infinito e curva o arco com força para que suas flechas sigam velozes e atinjam grandes distâncias.

Deixe-se curvar com alegria nas mãos do arqueiro, pois ele ama a flecha que voa,

mas ama também o arco que a lançou.

Do escritor e poeta libanês Khalil Gibran (1883-1931), da obra O profeta.I

Este lindo e delicado poema me tocou bastante.

Acho que pelo fato de, relativamente, ser “mãe fresca”, e  ainda de primeira viagem, tenho a sensação de que o cordaozinho não foi cortado na hora do parto. Aliás, para mim ainda está bem presente. Que coisa… Será que isso passa algum dia?

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